sábado, 7 de maio de 2011

ME CAGO EN EL AMOR


Grande Tonino...ouçam que letra profunda e verdadeira...

domingo, 1 de maio de 2011

O Estado das Coisas

Abaixo a mensagem inicial em um portal de noticias da cidade de Eunápolis-BA, prevenindo espiritos sensiveis, a sério, do teor das imagens que mostra em seus posts de crimes na região. Sites como esse existem em quase todas as cidades e dá uma boa ideia da situação geral que se encontra em todo o Norte, Nordeste e centro Oeste do Brasil nos dias que correm...


"A direção deste portal de noticias, de acordo com as normas e leis federais, solicita a pessoas em estado de “depressão, sistema nervoso abalado, doenças coronárias, hipertensão, que estejam tomando remédios controlados, ou que sofram de problemas emocionais em todos os estágios, ou que sejam “menores de idade”, que não abram a “galeria de fotos”, pois as imagens são muito fortes e podem causar problemas. Se alguém por curiosidade abria a galeria de fotos e vier sofrer algum problema, ele estará se responsabilizando pela sua própria curiosidade. Por este motivo, nas situações acima dispostas, solicita-se que a galeria de fotos não seja acessada. "


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Na mosca...na pascoa




“Temos raiva porque somos seres otimistas demais, pouquíssimo preparados para as endêmicas frustrações da existência. Um homem que berra toda vez que perde as chaves ou é barrado no avião demonstra uma tocante mas ingênua e imprudente fé em um mundo onde não se perdem chaves, nem malas, nem voos.”Alan de Botton

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mouseland subtítulos en español

o video contém uma fábula muito pertinente a nossa própria situação de brasileiros e o primeiro dos comentarios que a acompanha no you tube ajuda bastante a completar a historia:
El problema no es que los ratones elijamos puros gatos, el problema es que hasta cuando votamos por un ratón éste, una vez que llega al poder, mágicamente se metamorfosea en gato.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Afinal temos nossa santa...


Não ocorre imediatamente a ideia de como seria a vida de uma

criança orfã internada no estabelecimento dirigido por ela?

sábado, 2 de abril de 2011

wwww.tinhoso.com ou Especialistas em exorcismo dizem que internet populariza culto a Satã

Como nao se entusiasmar com a rede mundial?

Todos os antigos donos da cabeça do povo - os que se achavam no direito de ditar o que se devia pensar - estão em desespero; seja a Santa Madre (como na noticia abaixo na Folha de S Paulo de hoje), sejam as ditaduras mediavais árabes, seja a ditadura medieval da imprensa brasileira.

Parece que as pessoas ainda nao se deram conta que o advento da internet é equivalente a invenção da imprensa de tipos moveis de Gutemberg, que tirou a escrita do monopolio dos mosteiros.


"Sacerdotes católicos e especialistas em exorcismo reunidos em um curso para exorcistas em Roma alertaram que o acesso à internet e a novas tecnologias facilita o contato com seitas satânicas e a difusão do culto ao demônio. Uma preocupação dos organizadores do curso, organizado pela Universidade Regina Apostolorum, é o risco de que os jovens, muitos dos quais utilizam a internet regularmente, estejam mais vulneráveis ao satanismo. "O sacerdote com uma boa preparação pode ajudar muito a enfrentar o problema do fascínio exercido pelo satanismo sobretudo em jovens frágeis ou que vivem em situação de dificuldade", disse o porta-voz da Universidade Regina Apostolorum, Carlo Climati, ao apresentar o curso. Falando à BBC Brasil, o padre Cesare Truqui, um dos organizadores, disse que, "além de padres, há psicólogos, médicos, advogados e outros especialistas que ajudam os sacerdotes no discernimento dos casos, para entender se o que se passa com a pessoa sai da normalidade". Sexto curso O curso para exorcistas, intitulado Exorcismo e Oração pela Liberação, dura até o próximo sábado e é o sexto organizado pela Universidade Pontifícia Regina Apostolorum em colaboração com o Grupo de Pesquisa e Informação Sócio Religiosa (Gris, na sigla em italiano). O objetivo do curso não é formar exorcistas, mas fornecer instrumentos úteis para o trabalho dos sacerdotes. Cerca de 60 pessoas, entre religiosos e leigos, participam das aulas nesta edição. Um dos professores, o padre exorcista Gabriele Nanni, disse que as pessoas ficam expostas ao buscar na web informações sobre práticas satânicas e ocultismo. "Graças à internet há grande difusão de esoterismo e satanismo, e é justamente por meio destas práticas que muitas pessoas sofrem ataques do demônio, ainda que não a ponto de serem totalmente possuídas", disse o religioso, segundo a agência de noticias Ansa. Embora não tenha fornecido números, Nanni informou que, nos últimos anos, aumentou o número de padres exorcistas. "No mundo eclesiástico, há um aumento da atividade dos exorcistas, com um interesse maior sobretudo por parte dos sacerdotes mais jovens", afirmou Nanni. Dados científicos Giuseppe Ferrari, diretor da Gris, instituto reconhecido pela Conferência Episcopal italiana, confirmou a percepção da difusão do satanismo via internet. "Dados científicos confirmam esta tendência. Recebemos muitas denúncias e pedidos de ajuda de pessoas que se envolvem com seitas satânicas e outros tipos de seitas", disse ele à BBC Brasil. "A internet é um veículo de informação onde se encontra de tudo. Num site de rock tipo 'heavy metal', por exemplo, abrem-se links para sites, e as vias de acesso são infinitas." O instituto é contatado diariamente por pessoas que denunciam ser vítimas de manipulação mental e abuso psicológico após terem se envolvido com seitas de vários tipos. "O curso sobre exorcismo foi criado justamente porque houve necessidade de analisar melhor esta espécie de moda que cresceu nos últimos anos. O fenômeno aumentou e a internet tem um peso nisso", disse o porta-voz. "

segunda-feira, 21 de março de 2011


Todos fazem lista de filmes, tambem quero fazer a minha.. Há bem pouco tempo muitos intelectuais brasileiros snobs e metidos rejeitavam o cinema como forma de expressão cultural válida. Mas os filmes já tem mais de 100 anos e ao longo desse tempo conseguiram se impor senão como arte, no sentido mais estrito, ao menos como a forma de expressão mais completa de uma realidade cada vez mais complexa e caótica que se vive em todo o mundo; quem não se lembra de algo visto ou ouvido/lido em um filme que provocou um insight, quase uma epifania? Então aqui vão os meus; bom proveito...

Quando a anarquia encontra a inteligencia e a lingua afiada...

Um delirio burocratico e romantico ao som de Aquarela do Brasil como Ary
Barroso nunca sonhou...

Uma viagem cujo final nao é dificil adivinhar..mas nao menos dolorosa por isso..

Para pessoas que nao tem certeza sobre o que vão ser quando crescer...



Um James Bond do Século XVIII, tão imperialista, cínico e canalha quanto o atual, mas muito mais interessante e charmoso...



domingo, 20 de março de 2011

Dois vigaristas ousados e espertos que nao são páreo para os reis dos vigaristas do mundo: os bancos..taí uma abordagem original e certeira. Por filmes como esse é que quando um filme brasileiro é bom - coisa rara, muito rara - dizem que parece filme argentino...

Elas dão uma geral na pasmaceira do tal cinema nacional...até lembra a historia -para contrariá-la- que Hitchcok teria dito que "cinema é igual a vida menos as partes chatas" o que, lamentavelmente, no Brasil entenderam o contrário.
Quando alguem desconfiou que a classe media estava mais morta que viva...

uns zumbis sem cerébros - produto escasso -para devorar...
Ninguem notou essa refilmagem de La Strada...outro caso em que um mestre homenageia outro.

sábado, 19 de março de 2011

Dois Llosa para um retrato fiel da tirania na íbero-america..
Carlitos encontra Raskolnikov...sem problemas de consciencia...

Ken Loach e George Orwell acertando as contas com a guerra civil espanhola ...


Quando os filmes tinham alma e coração...








Javier Bardem, o macho ibérico em todo seu esplendor... e decadencia...





sexta-feira, 18 de março de 2011

Cinema é a maior diversão...

A lenda é melhor que a verdade? imprima-se a lenda..
Um comunista inteligente da uma olhadinha na escrotidão dos pobres..

Um mestre homenageia outro, resultado: obra prima...



Como o subdesenvolvimento existencial e afetivo decorre do atraso material...



De bêbado e de louco todo médico tem um pouco..ou não seria assim??



Cinema é a maior diversão...

Por que no sertão brasileiro a televisão pode ser uma desgraça maior que os cangaceiros, a seca, os latifundiarios e o governo..juntos.
Como dizem: o exercicio do poder despótico corrompe... a submissão a esse poder corrompe ainda mais.

Só os sonhos tem sentido...



Tem um politico abrindo e fechando a boca? então ele está mentindo...


Quem não achou - ou teve certeza - que seus vizinhos de apartamento tem parte com o cão???













quarta-feira, 16 de março de 2011

Sabe o cara que acende um fósforo para ver se tem gasolina no tanque?

Essa foi em Montes Claros/MG e está no jornal de hoje...para quem acredita na racionalidade humana deve ser uma tristeza.
Tira teias de aranha com lança-chamas e põe fogo na casa

04/03/2011 - 09h47m Uma casa pegou fogo na tarde de quarta-feira, 2, na rua Sebastião Ribeiro dos Santos, bairro Jardim Eldorado, em Montes Claros. O incêndio foi provocado acidentalmente pelo morador Adélio Lopes Cardoso, 52 anos, quando tentava eliminar teias de aranha com o auxílio de um lança-chamas.
Quando percebeu que parte do guarda-roupas estava em chamas, ele tentou extinguir o fogo com água proveniente de uma mangueira de jardim. O Corpo de Bombeiros foi acionado. Roupas, lençóis e um colchão foram danificados. A rede elétrica do quarto e da sala também foi afetada, e o morador foi orientado a procurar um eletricista para reparar os danos, a fim de evitar novos acidentes. Não houve vítimas.

terça-feira, 15 de março de 2011

Midiatrix Revelations


de vez em quando alguem acerta no alvo...esse matou a pau.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Celebridades de Proveta

A fabricação em série de “celebridades” não deixa de me intrigar. O produto final da industria cultural pode não ter utilidade, mas tem objetivo. Em tempos mais ou menos remotos o interesse do povo se voltava para a vida dos ricos: colunas sociais contavam das festas, viagens, escândalos, casamentos, separações, orgias e coisas assim. O Rio de Janeiro, com sua bela paisagem e seus habitantes novidadeiros e criativos sempre lançava moda nessa área, como em outras: nos anos 60 era comum os jovens bem nascidos se juntarem em bandos para “currar” – há quanto tempo não se “curra” mais ninguém, bons tempos aqueles – inocentes virgens que faziam parte das bacanais e queriam ir embora antes da hora.
Tinha até uma instituição quase oficial de jovens plaiboys, o Clube dos
Cafajestes, que se notabilizou nessa atividade tão tipicamente nacional.
O povo acompanhava tudo com avidez nas paginas do O Cruzeiro e Manchete, publicações de altíssimo nível que precederam os canais de TV aberta nessa tarefa de educar e informar os brasileiros. Mas isso tinha um problema sério; era um foco de descontentamento social por que acabava por evidenciar o fosso entre pobres e ricos – classe media é uma invenção recente – porque atraia a atenção dos desvalidos para os excessos do modo de vida dos poderosos. Se isso fascinava e encantava de modo basbaque e inofensivo, também fomentava o ódio social. Depois das muitas revoluções e revoltas populares, seqüestros e assaltos milionários, chegando até à instauração de regimes comunistas no século XX, no mundo inteiro, os ricos aprenderam o valor da discrição. Ninguém hoje em dia sabe quem é o dono do McDonalds, da Coca Cola ou da GM. Um ou outro mais vaidoso que se expõe um pouco mais como esse Eike Batista ou o indefectível Antonio Ermírio de Morais, mas sempre dentro dos limites do aceitável para os tempos atuais. Então o mistério tem resposta simples: celebridades de granja – produzidas em fornadas por programas do tipo reality show, ao contrario das celebridades caipira – produzidas pelos meios convencionais – tem a finalidade de atrair o olhar da plebe e desviar sua atenção dos ricos de verdade. Quer dizer, acabam produzindo um tipo de cordão sanitário midiatico de caráter diversionista que é muito útil para a velha classe dominante que pode continuar com sua vida de luxos e devassidão longe dos olhos ávidos do populacho.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

e... ... se Cristo fosse casado?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Drácula x Frankenstein

Já comentei aqui em outro post que gosto de bancas de saldos das livrarias; um achado recente foi o livro de memórias de Antoly Sharansky - "Não Temerei O Mal" - judeu-russo acusado pela KGB de espionagem para Israel que teve seus dias de fama nos anos 70/80, por sua queda de braço com um império soviético já meio perrengue. Sharansky, um sionista fanático, acabou cumprindo 8 anos de prisão em Lefortovo e outros estabelecimentos do GULAG, então em plena atividade. Ele foi acusado e condenado por espionagem a favor de Israel, crime que nega veementemente, mas não sei se merece crédito. Ele e a KGB não são flor que se cheire. O infame Comissariado para Defesa do Estado (soviético) tem culpa no cartório que não acaba mais; só a administração dos campos de prisioneiros nos tempos de Stalin lhe garante lugar de honra entre as instituições repressoras mais truculentas, cruéis e letais da historia. Depois de cumprir sua pena Sharansky acabou ministro do governo de Israel com o qual rompeu por achar que o tratamento que davam aos palestinos era por demais suave. Já se vê que o camarada não era boa bisca. Mas gosto de historias reais de prisões e principalmente dos que sabem escrever sobre sua experiência, e isso ele faz muito bem. E quando ele descreve a vida no GULAG isso bate direitinho com o testemunho de outro preso famoso, Alexander Soljenitsyn em suas próprias memórias de ZEK – o preso político soviético no jargão das prisões.
Não era moleza mesmo. Mas o que me interessou de fato em seu relato foram suas observações no final da obra, quando ele já está livre, em Israel; por exemplo: um dia no elevador do hotel, entre homenagens e recepções festivas, o chefe de uma família de brasileiros, com a patroa e prole a tiracolo, o aborda, e com um abraço efusivo, como se fossem íntimos de longa data, pede à sua mulher – dele, brasileiro – que tirasse uma foto sua ao lado de Andrei Sakharov - outro dissidente russo, cientista, físico de renome, considerado o pai da bomba A soviética, que se achava e milhares de quilômetros de distancia. Pode ter algo mais brasileiro que isso???
Depois tem algo muito significativo quando ele nota que em certos momentos quando se vê envolvido na maratona de homenagens, coqueteis e festividades, e principalmente pelo assédio da imprensa, com sua superficialidade, futilidade e ignorância que parece ser universal – quase sente saudades dos dias de cárcere onde podia ter, de certo modo, mais paz de espírito, capacidade de reflexão e concentração – com mais integridade mental e senso de objetivo. Quase dá para simpatizar com o sujeito.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tempos Modernos

Uma das coisas mais estranhas com que me deparo nos tempos que correm é a constatação de inversões radicais de conceitos que pareciam sólidos. O trocadilho “evasão de privacidade” é muito significativo: no passado as pessoas se ofendiam com a invasão de sua privacidade, com a intromissão alheia em sua intimidade. Hoje elas se ofendem se não o fizerem.
O big brother original do clássico romance distópico 1984, de George Orwell, era um monstro de opressão individual e controle social; hoje é objeto dos sonhos das massas.
O conceito de “reality show” exprime bem essa situação. Ninguém espere que eu vá criticar os programas televisivos com esse formato; mal tenho uma idéia do que se trata. Mas como diz o caboclo do sertão de Minas: “não sei de nada, mas desconfio de muita coisa”. A indústria da futilidade e do ridículo, traduzida pelas estripulias das celebridades, de que vivem as TVs, filmes, revistas, jornais e coisas assim, não pode prescindir de certa “massa crítica” das tais celebridades que antes surgiam de geração espontânea de sua própria atividade midiática. Os “artistas” das novelas, cantores, modelos e atrizes apareciam naturalmente, e sua vida, com escândalos produzidos sob medida, servia de alimento para o indigente imaginário de um proletariado urbano cada vez mais condicionado e embrutecido. Mas a partir de um certo ponto parece que a produção “natural” de tais celebridades já não era suficiente para alimentar a demanda crescente.
Os “reality shows” então meio que surgiram como uma usina de famosos, uma indústria de personalidades com as quais as massas podem se identificar e sonhar. E podem mesmo se tornar uma delas, imaginam. Um ovo de Colombo.
E para ficar no mundo da cultura pop televisiva, desconfio que isso tambem explique a recente popularidade dos filmes de zumbis, mortos vivos que vagam por corredores de shoppings centers, batendo a cabeça nos vidros das lojas, e cambaleando a procura de cérebros para devorar. Muito esquisito... muito esquisito esses tempos modernos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O mundo gira, a lusitana roda...e um certo Brasil não sai do lugar.

Ultimo parágrafo de um post perfeito do Alexandro Porto em seu blog:

"Mas o bordão que melhor exemplifica o susto e o desprezo da classe A pelos pobres, ou ex-pobres que agora têm dinheiro para frequentar certos ambientes antes fechados a eles, é: "Credo, esse aeroporto tá parecendo uma rodoviária!". De tão repetido, tem tudo para se tornar o "Você sabe com quem está falando?!" do início do século XXI. Se o Brasil continuar crescendo e distribuindo renda, os rapazinhos, que horror!, ganharão cada vez mais espaço e a coisa só deve piorar. É preocupante. Nesse ritmo, num futuro próximo, quem é que vai empacotar nossas compras? "

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mundo, mundo... vasto mundo.

O texto entre aspas é parte do verbete HAARP na Wikipedia e trata da mãe de todas as teorias conspiratorias atuais.
Alguns acham e dizem que os desastres causados pelas chuvas no Rio de Janeiro em janeiro de 2011 e a posse da presidenta (ja acabou a polêmica sobre seu título?) Dilma Roussef nada teria de coincidencia mas seria mais um tipo de recado, deliberado e premeditado.
Believe It or Not - acredite se quiser, como dizia a antiga serie de TV.
"O HAARP e seu potencial para uso como arma
O Projeto HAARP tem sido objeto de controvérsias desde meados da década de 1990, após alegações de que as antenas poderiam ser utilizadas como uma arma. Em agosto de 2002, o Parlamento Russo apresentou formalmente uma menção crítica. O Parlamento emitiu um comunicado de imprensa a respeito do HAARP escrito pelas comissões de Relações Internacionais e de Defesa, assinado por 90 deputados e apresentado ao presidente Vladimir Putin. Segundo o comunicado:

Os Estados Unidos estão criando novas armas geofísicas que podem influenciar a baixa atmosfera terrestre [...] A significação deste salto qualitativo pode ser comparada à transição de armas brancas para armas de fogo, ou de armas convencionais para armas nucleares. Este novo tipo de armas difere dos tipos anteriores à medida que a baixa atmosfera terrestre torna-se objeto direto de influência e um de seus componentes.[2]

Por sua vez, o Parlamento Europeu, em resolução de 28 de janeiro de 1999 versando sobre meio-ambiente, segurança e política externa, assinalava que o Projeto HAARP manipulava o meio-ambiente com fins militares e solicitava que o mesmo fosse objeto de avaliação por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA) sobre as possíveis consequências de seu uso para o meio-ambiente regional, mundial e para a saúde pública em geral. A mesma resolução do Parlamento Europeu pedia a organização de uma convenção internacional com vistas à proibição em escala global do desenvolvimento ou utilização de quaisquer armas que possam permitir a manipulação de seres-humanos"

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Chris Hedges: Orwell estava certo. Huxley, também

2011: A Brave New Dystopia

by Chris Hedges

As duas grandiosas visões sobre uma futura distopia foram as de George Orwell em 1984 e de Aldous Huxley em Brave New World. O debate entre aqueles que assistiram nossa decadência em direção ao totalitarismo corporativo era sobre quem, afinal, estava certo. Seria, como Orwell escreveu, dominado pela vigilância repressiva e pelo estado de segurança que usaria formas cruas e violentas de controle? Ou seria, como Huxley anteviu, um futuro em que abraçariamos nossa opressão embalados pelo entretenimento e pelo espetáculo, cativados pela tecnologia e seduzidos pelo consumismo desenfreado? No fim, Orwell e Huxley estavam ambos certos. Huxley viu o primeiro estágio de nossa escravidão. Orwell anteviu o segundo.

Temos sido gradualmente desempoderados por um estado corporativo que, como Huxley anteviu, nos seduziu e manipulou através da gratificação dos sentidos, dos bens de produção em massa, do crédito sem limite, do teatro político e do divertimento. Enquanto estávamos entretidos, as leis que uma vez mantiveram o poder corporativo predatório em cheque foram desmanteladas, as que um dia nos protegeram foram reescritas e nós fomos empobrecidos. Agora que o crédito está acabando, os bons empregos para a classe trabalhadora se foram para sempre e os bens produzidos em massa se tornaram inacessíveis, nos sentimos transportados do Brave New World para 1984. O estado, atulhado em déficits maciços, em guerras sem fim e em golpes corporativos, caminha em direção à falência.

[...]

Orwell nos alertou sobre um mundo em que os livros eram banidos. Huxley nos alertou sobre um mundo em que ninguém queria ler livros. Orwell nos alertou sobre um estado de guerra e medo permanentes. Huxley nos alertou sobre uma cultura de prazeres do corpo. Orwell nos alertou sobre um estado em que toda conversa e pensamento eram monitorados e no qual a dissidência era punida brutalmente. Huxley nos alertou sobre um estado no qual a população, preocupada com trivialidades e fofocas, não se importava mais com a verdade e a informação. Orwell nos viu amedrontados até a submissão. Mas Huxley, estamos descobrindo, era meramente o prelúdio de Orwell. Huxley entendeu o processo pelo qual seríamos cúmplices de nossa própria escravidão. Orwell entendeu a escravidão. Agora que o golpe corporativo foi dado, estamos nus e indefesos. Estamos começando a entender, como Karl Marx sabia, que o capitalismo sem limites e desregulamentado é uma força bruta e revolucionária que explora os seres humanos e o mundo natural até a exaustão e o colapso.

“O partido busca todo o poder pelo poder”, Orwell escreveu em 1984. “Não estamos interessados no bem dos outros; estamos interessados somente no poder. Não queremos riqueza ou luxo, vida longa ou felicidade; apenas poder, poder puro. O que poder puro significa você ainda vai entender. Nós somos diferentes das oligarquias do passado, já que sabemos o que estamos fazendo. Todos os outros, mesmo os que se pareciam conosco, eram covardes e hipócritas. Os nazistas alemães e os comunistas russos chegaram perto pelos seus métodos, mas eles nunca tiveram a coragem de reconhecer seus próprios motivos. Eles fizeram de conta, ou talvez tenham acreditado, que tomaram o poder sem querer e por um tempo limitado, e que logo adiante havia um paraíso em que os seres humanos seriam livres e iguais. Não somos assim. Sabemos que ninguém toma o poder com a intenção de entregá-lo. Poder não é um meio; é um fim. Ninguém promove uma ditadura com o objetivo de assegurar a revolução; se faz a revolução para assegurar a ditadura. O objeto da perseguição é perseguir. O objeto de torturar é a tortura. O objeto do poder é o poder”.

O filósofo político Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político. É um termo que não faria sentido para Huxley. No totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça.

O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, controlam o uso da ciência, da tecnologia, da educação e dos meios de comunicação de massa. Elas controlam as mensagens do cinema e da televisão. E, como no Brave New World, elas usam as ferramentas da comunicação para aumentar a tirania. Nosso sistema de comunicação de massas, como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que esfraqueça ou complique a força holística de sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

O resultado é um sistema monocromático de informação. Cortejadores das celebridades, mascarados de jornalistas, experts e especialistas, identificam nossos problemas e pacientemente explicam seus parâmetros. Todos os que argumentam fora dos parâmetros são desprezados como chatos irrelevantes, extremistas ou membros da extrema esquerda. Críticos sociais prescientes, como Ralph Nader e Noam Chomsky, são banidos. Opiniões aceitáveis cabem, mas apenas de A a B. A cultura, sob a tutela dos cortesãos corporativos, se torna, como Huxley notou, um mundo de conformismo festivo, de otimismo sem fim e fatal.

Nós nos ocupamos comprando produtos que prometem mudar nossas vidas, tornar-nos mais bonitos, confiantes e bem sucedidos — enquanto perdemos direitos, dinheiro e influência. Todas as mensagens que recebemos pelos meios de comunicação , seja no noticiário noturno ou nos programas como “Oprah”, nos prometem um amanhã mais feliz e brilhante. E isso, como Wolin apontou, é “a mesma ideologia que convida os executivos de corporações a exagerar lucros e esconder prejuízos, sempre com um rosto feliz”. Estamos hipnotizados, Wolin escreve, “pelo contínuo avanço tecnológico” que encoraja “fantasias elaboradas de poder individual, juventude eterna, beleza através de cirurgia, ações medidas em nanosegundos: uma cultura dos sonhos, de cada vez maior controle e possibilidade, cujos integrantes estão sujeitos à fantasia porque a grande maioria tem imaginação, mas pouco conhecimento científico”.

Nossa base manufatureira foi desmantelada. Especuladores e golpistas atacaram o Tesouro dos Estados Unidos e roubaram bilhões de pequenos acionistas que tinham poupado para a aposentadoria ou o estudo. As liberdades civis, inclusive o habeas corpus e a proteção contra a escuta telefônica sem mandado, foram enfraquecidas. Serviços básicos, inclusive de educação pública e saúde, foram entregues a corporações para explorar em busca do lucro. As poucas vozes dissidentes, que se recusam a se engajar no papo feliz das corporações, são desprezadas como freaks.

[...]

A fachada está desabando. Quanto mais gente se der conta de que fomos usados e roubados, mais rapidamente nos moveremos do Brave New World de Huxley para o 1984 de Orwell. O público, a certa altura, terá de enfrentar algumas verdades doloridas. Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos, inclusive a Previdência Social.

O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo. E quando essas verdades se tornarem aparentes, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações. O vazio de nossos bolsões pós-industriais, onde 40 milhões de norte-americanos vivem em estado de pobreza e dezenas de milhões na categoria chamada “perto da pobreza”, junto com a falta de crédito para salvar as famílias do despejo, das hipotecas e da falência por causa dos gastos médicos, significam que o totalitarismo invertido não vai mais funcionar.

Nós crescentemente vivemos na Oceania de Orwell, não mais no Estado Mundial de Huxley. Osama bin Laden faz o papel de Emmanuel Goldstein em 1984. Goldstein, na novela, é a face pública do terror. Suas maquinações diabólicas e seus atos de violência clandestina dominam o noticiário noturno. A imagem de Goldstein aparece diariamente nas telas de TV da Oceania como parte do ritual diário da nação, os “Dois Minutos de Ódio”. E, sem a intervenção do estado, Goldstein, assim como bin Laden, vai te matar. Todos os excessos são justificáveis na luta titânica contra o diabo personificado.

A tortura psicológica do cabo Bradley Manning — que está preso há sete meses sem condenação por qualquer crime — espelha o dissidente Winston Smith de 1984. Manning é um “detido de segurança máxima” na cadeia da base dos Fuzileiros Navais de Quantico, na Virginia. Eles passa 23 das 24 horas do dia sozinho. Não pode se exercitar. Não pode usar travesseiro ou roupa de cama. Médicos do Exército enchem Manning de antidepressivos. As formas cruas de tortura da Gestapo foram substituídas pelas técnicas refinadas de Orwell, desenvolvidas por psicólogos do governo, para tornar dissidentes como Manning em vegetais. Quebramos almas e corpos. É mais eficaz. Agora todos podemos ir ao temido quarto 101 de Orwell para nos tornarmos obedientes e mansos.

Essas “medidas administrativas especiais” são regularmente impostas em nossos dissidentes, inclusive em Syed Fahad Hasmi, que ficou preso sob condições similares durante três anos antes do julgamento. As técnicas feriram psicologicamente milhares de detidos em nossas cadeias secretas em todo o mundo. Elas são o exemplo da forma de controle em nossas prisões de segurança máxima, onde o estado corporativo promove a guerra contra nossa sub-classe política – os afro-americanos. É o presságio da mudança de Huxley para Orwell.

“Nunca mais você será capaz de ter um sentimento humano”, o torturador de Winston Smith diz a ele em 1984.”Tudo estará morto dentro de você. Nunca mais você será capaz de amar, de ter amigos, do prazer de viver, do riso, da curiosidade, da coragem ou integridade. Você será raso. Vamos te apertar até esvaziá-lo e vamos encher você de nós”.

O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos tiveram seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente. Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividade suspeita. O inimigo está em toda parte.

Aqueles que não cumprem com os ditames da guerra contra o terror, uma guerra que, como Orwell notou, não tem fim, são silenciados brutalmente. Medidas draconianas de segurança foram usadas contra protestos no G-20 em Pittsburgh e Toronto de forma desproporcional às manifestações de rua. Mas elas mandaram uma mensagem clara — NÃO TENTE PROTESTAR. A investigação do FBI contra ativistas palestinos e que se opõem à guerra, que em setembro resultou em buscas em casas de Minneapolis e Chicago, é uma demonstração do que espera aqueles que desafiam o Newspeak oficial. Os agentes — ou a Polícia do Pensamento — apreenderam telefones, computadores, documentos e outros bens pessoais. Intimações para aparecer no tribunal já foram enviadas a 26 pessoas. As intimações citam leis federais que proíbem “dar apoio material ou recursos para organizações terroristas estrangeiras”. O Terror, mesmo para aqueles que não tem nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Big Brother para nos proteger de nós mesmos.

“Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.