segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tempos Modernos

Uma das coisas mais estranhas com que me deparo nos tempos que correm é a constatação de inversões radicais de conceitos que pareciam sólidos. O trocadilho “evasão de privacidade” é muito significativo: no passado as pessoas se ofendiam com a invasão de sua privacidade, com a intromissão alheia em sua intimidade. Hoje elas se ofendem se não o fizerem.
O big brother original do clássico romance distópico 1984, de George Orwell, era um monstro de opressão individual e controle social; hoje é objeto dos sonhos das massas.
O conceito de “reality show” exprime bem essa situação. Ninguém espere que eu vá criticar os programas televisivos com esse formato; mal tenho uma idéia do que se trata. Mas como diz o caboclo do sertão de Minas: “não sei de nada, mas desconfio de muita coisa”. A indústria da futilidade e do ridículo, traduzida pelas estripulias das celebridades, de que vivem as TVs, filmes, revistas, jornais e coisas assim, não pode prescindir de certa “massa crítica” das tais celebridades que antes surgiam de geração espontânea de sua própria atividade midiática. Os “artistas” das novelas, cantores, modelos e atrizes apareciam naturalmente, e sua vida, com escândalos produzidos sob medida, servia de alimento para o indigente imaginário de um proletariado urbano cada vez mais condicionado e embrutecido. Mas a partir de um certo ponto parece que a produção “natural” de tais celebridades já não era suficiente para alimentar a demanda crescente.
Os “reality shows” então meio que surgiram como uma usina de famosos, uma indústria de personalidades com as quais as massas podem se identificar e sonhar. E podem mesmo se tornar uma delas, imaginam. Um ovo de Colombo.
E para ficar no mundo da cultura pop televisiva, desconfio que isso tambem explique a recente popularidade dos filmes de zumbis, mortos vivos que vagam por corredores de shoppings centers, batendo a cabeça nos vidros das lojas, e cambaleando a procura de cérebros para devorar. Muito esquisito... muito esquisito esses tempos modernos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O mundo gira, a lusitana roda...e um certo Brasil não sai do lugar.

Ultimo parágrafo de um post perfeito do Alexandro Porto em seu blog:

"Mas o bordão que melhor exemplifica o susto e o desprezo da classe A pelos pobres, ou ex-pobres que agora têm dinheiro para frequentar certos ambientes antes fechados a eles, é: "Credo, esse aeroporto tá parecendo uma rodoviária!". De tão repetido, tem tudo para se tornar o "Você sabe com quem está falando?!" do início do século XXI. Se o Brasil continuar crescendo e distribuindo renda, os rapazinhos, que horror!, ganharão cada vez mais espaço e a coisa só deve piorar. É preocupante. Nesse ritmo, num futuro próximo, quem é que vai empacotar nossas compras? "

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mundo, mundo... vasto mundo.

O texto entre aspas é parte do verbete HAARP na Wikipedia e trata da mãe de todas as teorias conspiratorias atuais.
Alguns acham e dizem que os desastres causados pelas chuvas no Rio de Janeiro em janeiro de 2011 e a posse da presidenta (ja acabou a polêmica sobre seu título?) Dilma Roussef nada teria de coincidencia mas seria mais um tipo de recado, deliberado e premeditado.
Believe It or Not - acredite se quiser, como dizia a antiga serie de TV.
"O HAARP e seu potencial para uso como arma
O Projeto HAARP tem sido objeto de controvérsias desde meados da década de 1990, após alegações de que as antenas poderiam ser utilizadas como uma arma. Em agosto de 2002, o Parlamento Russo apresentou formalmente uma menção crítica. O Parlamento emitiu um comunicado de imprensa a respeito do HAARP escrito pelas comissões de Relações Internacionais e de Defesa, assinado por 90 deputados e apresentado ao presidente Vladimir Putin. Segundo o comunicado:

Os Estados Unidos estão criando novas armas geofísicas que podem influenciar a baixa atmosfera terrestre [...] A significação deste salto qualitativo pode ser comparada à transição de armas brancas para armas de fogo, ou de armas convencionais para armas nucleares. Este novo tipo de armas difere dos tipos anteriores à medida que a baixa atmosfera terrestre torna-se objeto direto de influência e um de seus componentes.[2]

Por sua vez, o Parlamento Europeu, em resolução de 28 de janeiro de 1999 versando sobre meio-ambiente, segurança e política externa, assinalava que o Projeto HAARP manipulava o meio-ambiente com fins militares e solicitava que o mesmo fosse objeto de avaliação por parte da Science and Technology Options Assessment (STOA) sobre as possíveis consequências de seu uso para o meio-ambiente regional, mundial e para a saúde pública em geral. A mesma resolução do Parlamento Europeu pedia a organização de uma convenção internacional com vistas à proibição em escala global do desenvolvimento ou utilização de quaisquer armas que possam permitir a manipulação de seres-humanos"

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Chris Hedges: Orwell estava certo. Huxley, também

2011: A Brave New Dystopia

by Chris Hedges

As duas grandiosas visões sobre uma futura distopia foram as de George Orwell em 1984 e de Aldous Huxley em Brave New World. O debate entre aqueles que assistiram nossa decadência em direção ao totalitarismo corporativo era sobre quem, afinal, estava certo. Seria, como Orwell escreveu, dominado pela vigilância repressiva e pelo estado de segurança que usaria formas cruas e violentas de controle? Ou seria, como Huxley anteviu, um futuro em que abraçariamos nossa opressão embalados pelo entretenimento e pelo espetáculo, cativados pela tecnologia e seduzidos pelo consumismo desenfreado? No fim, Orwell e Huxley estavam ambos certos. Huxley viu o primeiro estágio de nossa escravidão. Orwell anteviu o segundo.

Temos sido gradualmente desempoderados por um estado corporativo que, como Huxley anteviu, nos seduziu e manipulou através da gratificação dos sentidos, dos bens de produção em massa, do crédito sem limite, do teatro político e do divertimento. Enquanto estávamos entretidos, as leis que uma vez mantiveram o poder corporativo predatório em cheque foram desmanteladas, as que um dia nos protegeram foram reescritas e nós fomos empobrecidos. Agora que o crédito está acabando, os bons empregos para a classe trabalhadora se foram para sempre e os bens produzidos em massa se tornaram inacessíveis, nos sentimos transportados do Brave New World para 1984. O estado, atulhado em déficits maciços, em guerras sem fim e em golpes corporativos, caminha em direção à falência.

[...]

Orwell nos alertou sobre um mundo em que os livros eram banidos. Huxley nos alertou sobre um mundo em que ninguém queria ler livros. Orwell nos alertou sobre um estado de guerra e medo permanentes. Huxley nos alertou sobre uma cultura de prazeres do corpo. Orwell nos alertou sobre um estado em que toda conversa e pensamento eram monitorados e no qual a dissidência era punida brutalmente. Huxley nos alertou sobre um estado no qual a população, preocupada com trivialidades e fofocas, não se importava mais com a verdade e a informação. Orwell nos viu amedrontados até a submissão. Mas Huxley, estamos descobrindo, era meramente o prelúdio de Orwell. Huxley entendeu o processo pelo qual seríamos cúmplices de nossa própria escravidão. Orwell entendeu a escravidão. Agora que o golpe corporativo foi dado, estamos nus e indefesos. Estamos começando a entender, como Karl Marx sabia, que o capitalismo sem limites e desregulamentado é uma força bruta e revolucionária que explora os seres humanos e o mundo natural até a exaustão e o colapso.

“O partido busca todo o poder pelo poder”, Orwell escreveu em 1984. “Não estamos interessados no bem dos outros; estamos interessados somente no poder. Não queremos riqueza ou luxo, vida longa ou felicidade; apenas poder, poder puro. O que poder puro significa você ainda vai entender. Nós somos diferentes das oligarquias do passado, já que sabemos o que estamos fazendo. Todos os outros, mesmo os que se pareciam conosco, eram covardes e hipócritas. Os nazistas alemães e os comunistas russos chegaram perto pelos seus métodos, mas eles nunca tiveram a coragem de reconhecer seus próprios motivos. Eles fizeram de conta, ou talvez tenham acreditado, que tomaram o poder sem querer e por um tempo limitado, e que logo adiante havia um paraíso em que os seres humanos seriam livres e iguais. Não somos assim. Sabemos que ninguém toma o poder com a intenção de entregá-lo. Poder não é um meio; é um fim. Ninguém promove uma ditadura com o objetivo de assegurar a revolução; se faz a revolução para assegurar a ditadura. O objeto da perseguição é perseguir. O objeto de torturar é a tortura. O objeto do poder é o poder”.

O filósofo político Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político. É um termo que não faria sentido para Huxley. No totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça.

O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, controlam o uso da ciência, da tecnologia, da educação e dos meios de comunicação de massa. Elas controlam as mensagens do cinema e da televisão. E, como no Brave New World, elas usam as ferramentas da comunicação para aumentar a tirania. Nosso sistema de comunicação de massas, como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que esfraqueça ou complique a força holística de sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

O resultado é um sistema monocromático de informação. Cortejadores das celebridades, mascarados de jornalistas, experts e especialistas, identificam nossos problemas e pacientemente explicam seus parâmetros. Todos os que argumentam fora dos parâmetros são desprezados como chatos irrelevantes, extremistas ou membros da extrema esquerda. Críticos sociais prescientes, como Ralph Nader e Noam Chomsky, são banidos. Opiniões aceitáveis cabem, mas apenas de A a B. A cultura, sob a tutela dos cortesãos corporativos, se torna, como Huxley notou, um mundo de conformismo festivo, de otimismo sem fim e fatal.

Nós nos ocupamos comprando produtos que prometem mudar nossas vidas, tornar-nos mais bonitos, confiantes e bem sucedidos — enquanto perdemos direitos, dinheiro e influência. Todas as mensagens que recebemos pelos meios de comunicação , seja no noticiário noturno ou nos programas como “Oprah”, nos prometem um amanhã mais feliz e brilhante. E isso, como Wolin apontou, é “a mesma ideologia que convida os executivos de corporações a exagerar lucros e esconder prejuízos, sempre com um rosto feliz”. Estamos hipnotizados, Wolin escreve, “pelo contínuo avanço tecnológico” que encoraja “fantasias elaboradas de poder individual, juventude eterna, beleza através de cirurgia, ações medidas em nanosegundos: uma cultura dos sonhos, de cada vez maior controle e possibilidade, cujos integrantes estão sujeitos à fantasia porque a grande maioria tem imaginação, mas pouco conhecimento científico”.

Nossa base manufatureira foi desmantelada. Especuladores e golpistas atacaram o Tesouro dos Estados Unidos e roubaram bilhões de pequenos acionistas que tinham poupado para a aposentadoria ou o estudo. As liberdades civis, inclusive o habeas corpus e a proteção contra a escuta telefônica sem mandado, foram enfraquecidas. Serviços básicos, inclusive de educação pública e saúde, foram entregues a corporações para explorar em busca do lucro. As poucas vozes dissidentes, que se recusam a se engajar no papo feliz das corporações, são desprezadas como freaks.

[...]

A fachada está desabando. Quanto mais gente se der conta de que fomos usados e roubados, mais rapidamente nos moveremos do Brave New World de Huxley para o 1984 de Orwell. O público, a certa altura, terá de enfrentar algumas verdades doloridas. Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos, inclusive a Previdência Social.

O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo. E quando essas verdades se tornarem aparentes, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações. O vazio de nossos bolsões pós-industriais, onde 40 milhões de norte-americanos vivem em estado de pobreza e dezenas de milhões na categoria chamada “perto da pobreza”, junto com a falta de crédito para salvar as famílias do despejo, das hipotecas e da falência por causa dos gastos médicos, significam que o totalitarismo invertido não vai mais funcionar.

Nós crescentemente vivemos na Oceania de Orwell, não mais no Estado Mundial de Huxley. Osama bin Laden faz o papel de Emmanuel Goldstein em 1984. Goldstein, na novela, é a face pública do terror. Suas maquinações diabólicas e seus atos de violência clandestina dominam o noticiário noturno. A imagem de Goldstein aparece diariamente nas telas de TV da Oceania como parte do ritual diário da nação, os “Dois Minutos de Ódio”. E, sem a intervenção do estado, Goldstein, assim como bin Laden, vai te matar. Todos os excessos são justificáveis na luta titânica contra o diabo personificado.

A tortura psicológica do cabo Bradley Manning — que está preso há sete meses sem condenação por qualquer crime — espelha o dissidente Winston Smith de 1984. Manning é um “detido de segurança máxima” na cadeia da base dos Fuzileiros Navais de Quantico, na Virginia. Eles passa 23 das 24 horas do dia sozinho. Não pode se exercitar. Não pode usar travesseiro ou roupa de cama. Médicos do Exército enchem Manning de antidepressivos. As formas cruas de tortura da Gestapo foram substituídas pelas técnicas refinadas de Orwell, desenvolvidas por psicólogos do governo, para tornar dissidentes como Manning em vegetais. Quebramos almas e corpos. É mais eficaz. Agora todos podemos ir ao temido quarto 101 de Orwell para nos tornarmos obedientes e mansos.

Essas “medidas administrativas especiais” são regularmente impostas em nossos dissidentes, inclusive em Syed Fahad Hasmi, que ficou preso sob condições similares durante três anos antes do julgamento. As técnicas feriram psicologicamente milhares de detidos em nossas cadeias secretas em todo o mundo. Elas são o exemplo da forma de controle em nossas prisões de segurança máxima, onde o estado corporativo promove a guerra contra nossa sub-classe política – os afro-americanos. É o presságio da mudança de Huxley para Orwell.

“Nunca mais você será capaz de ter um sentimento humano”, o torturador de Winston Smith diz a ele em 1984.”Tudo estará morto dentro de você. Nunca mais você será capaz de amar, de ter amigos, do prazer de viver, do riso, da curiosidade, da coragem ou integridade. Você será raso. Vamos te apertar até esvaziá-lo e vamos encher você de nós”.

O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos tiveram seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente. Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividade suspeita. O inimigo está em toda parte.

Aqueles que não cumprem com os ditames da guerra contra o terror, uma guerra que, como Orwell notou, não tem fim, são silenciados brutalmente. Medidas draconianas de segurança foram usadas contra protestos no G-20 em Pittsburgh e Toronto de forma desproporcional às manifestações de rua. Mas elas mandaram uma mensagem clara — NÃO TENTE PROTESTAR. A investigação do FBI contra ativistas palestinos e que se opõem à guerra, que em setembro resultou em buscas em casas de Minneapolis e Chicago, é uma demonstração do que espera aqueles que desafiam o Newspeak oficial. Os agentes — ou a Polícia do Pensamento — apreenderam telefones, computadores, documentos e outros bens pessoais. Intimações para aparecer no tribunal já foram enviadas a 26 pessoas. As intimações citam leis federais que proíbem “dar apoio material ou recursos para organizações terroristas estrangeiras”. O Terror, mesmo para aqueles que não tem nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Big Brother para nos proteger de nós mesmos.

“Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.

Hora de Comparar os Presentes da Natal

Os primos da cidade foram passar o natal com os parentes do sítio. Um dia após o natal tava lá o primo da cidade esnobando com o primo caipira, o que tinha ganhado de presente.

O primo da cidade, querendo se mostrar, falou:
- Primo, viu o que eu ganhei de presente? Um ' Ipod '... Espetacular!!!...

O primo caipira retrucou:
- Bão primo, muito bão!!!... bão dimais!!!...

Aí o da cidade perguntou:
- E o que foi que você ganhou?
- Ganhei isso aí tamém, uai...
- Mas, quem te deu?...
- Minha prima... tua irmã...
- E de que marca era?
- Sei lá, primo. Nóis dois tava onti na cachuera nadano pelado... eu cheguei pur di trás dela e incostei...
Ela virou pra mim e falô: 'Aí Pode!' É bão dimaissssss, primo... agora, si tem marca, eu sei não, aqui nóis conheci como cu...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sin Nombre Trailer - Pelicula



Sin Nombre
Esse vídeo é o trailer de um filme muito, muito, muito bom...forte, verdadeiro, honesto e bom de ver. Mas me deu muita raiva também... E de pura inveja. O cara que o concebeu e dirigiu, Cary “Joji” Fukunaga, meio japonês, meio sueco e meio americano, se é que pode ter três metades... só tem 33 anos e consta que esse é seu primeiro longa. Puta que pariu, digamos assim. As vezes me dá um certo medo que as pessoas desaprendam certas coisas como cozinhar e fazer filmes. Esse camarada prova que não, que é possível gente jovem fazer as coisas direito. E isso certamente é muito bom...tirando, claro, a inveja do talento.


sábado, 4 de dezembro de 2010

Balada de Robert Johnson


Dizem que as regiões onde estão as três fontes de toda música popular que importa no mundo são o Nordeste do Brasil, o Caribe e o Sul dos Estados Unidos. E não por acaso brotado de raízes negras nos três casos.
O gaitista Flavio Guimarães, o poeta Bráulio Tavares e o repentista Sebastião Silva se encarregaram de um crossover entre o blues sul - norte-americano e o canto popular do nordeste Brasileiro.. ouçam e julguem.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Deolinda- Fado Toninho-


esse estranho jeito português de ser...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

No Elevador

Duas funcionarias adultas, colegas de trabalho, falando uma com a outra: a primeira fala de uma terceira que não veio trabalhar devido à morte de seu bisavô, ao que a interlocutora responde, consoladora:
- “mas ele já devia ser bem velhinho não é?” para a primeira replicar:
- “isso não sei, ela nunca comentou”
(mas eu tinha me esquecido que o diálogo nao se encerrou assim..teve uma frase final..) a que disse que: "ele ja devia ser bem velhinho" refletiu melhor e ponderou: "
-"mas ela (a que faltou de serviço pela morte do bisavô) tambem é nova né?" - dando a entender que, por isso, o tal bisavô talvez nem fosse tão velho assim.
Fiquei pensando no modo como as pessoas que assistiam o filmes do Buñuel, quando eram novidades, achavam absurdas as coisas que os personagens dos filmes diziam e faziam, como se nada daquilo fosse possivel, mas mero fruto de uma imaginação delirante.

sábado, 20 de novembro de 2010

Livros, o alimento da alma

Gosto de comprar livros pela internet; são mais baratos, nao precisa andar (sou preguiçoso) e as resenhas, as vezes descabeladas, que acompanham cada livro me divertem muito.
Zapeando na Submarino hoje, selecionei essas duas perolas que reproduzo ipsis literis.
Imagina o trabalho do juiz para decidir quem é o verdadeiro autor de uma obra psicografada? E eles tratam da coisa a sério.
Depois, é universalmente sabido da fixação dos alemães pelos restos alimentares digeridos e excretados pelo corpo, a ponto de, segundo consta, lá no país onde eles moram, os vasos sanitarios possuem o bojo coletor dos dejetos voltado para frente do, digamos, obreiro, para que este possa observar atentamente o aspecto de sua obra, antes de dar descarga. Possivelmente se perguntar um deles porque fazem isso vão dizer que é por questão de saude, para saber se tem alteração nas fezes e coisas assim; mas desconfio que a verdadeira resposta seja um pouco mais complicada e tem a ver com sua trajetória como nação de pessoas singulares e um tanto esquisitonas. Enfim a autora de Zonas Úmidas, Helen Memel, de 18 aninhos, nos conduz um pouco mais a fundo nesse fascinante mundo da materia fecal, em sua obra, com duplo sentido, por favor.
As sinopsis:
A Psicografia Ante os Tribunais
"O autor da presente obra, o advogado Miguel Timponi, relata todo o processo, desde a inicial até a decisão final da justiça, ao reconhecer que, para fins legais, os direitos autorais não podem ser atribuídos a um Espírito desencarnado. Estabelece interessantes comparações entre a obra de Humberto de Campos encarnado e como Espírito, reunindo opiniões de professores, psiquiatras, poetas, cientistas e juristas, que atestam a autenticidade do estilo do escritor póstumo.
O livro trata da ação judicial movida pela viúva e filhos de Humberto de Campos, contra a FEB e Francisco Cândido Xavier, na qual foram pleiteados os direitos autorais sobre a obra psicográfica recebida do Espírito Humberto de Campos. O autor relata todo o processo, desde a inicial até a decisão final da justiça. "

Zonas Úmidas
"Helen Memel tem 18 anos e hábitos no mínimo escatológicos. Usa os aromas vaginais como perfume em gotas atrás das orelhas, cultiva caroços de abacate que gosta de introduzir na vagina e sente imenso prazer em sentar nos vasos sanitários públicos quando estão bem sujos. Ela também nos confessa, sem qualquer sombra de pudor, que tem enorme orgulho de suas hemorróidas com aspecto de couve-flor.
A ação se passa no setor de proctologia de um grande hospital alemão, onde a protagonista e narradora da história se recupera de uma cirurgia no ânus. É quando ela tem a oportunidade de refletir sobre seu corpo - entre uma e outra fantasia sexual com a equipe de enfermeiros que se tornam sua maior companhia no quarto do hospital. A intervenção foi necessária devido a um acidente provocado por ela mesma numa tentativa frustrada de barbear sozinha suas partes íntimas.
Depois do sucesso de vendas na Europa, a personagem criada por Charlotte Roche é considerada por muitos uma heroína feminista ousada, mas o livro chegou a ser inicialmente rejeitado por várias editoras alemãs, que o consideraram pornográfico. Segundo a autora, Zonas Úmidas vai além disso: "Eu quis escrever sobre sexualidade feminina e propositadamente exagerei nos detalhes. Escrevi cenas com a intenção de deixar as pessoas excitadas, com o rosto corado e quente, como quando assistem a uma cena mais explícita de sexo na TV"".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Marcelo Adnet ironiza eleitores elitistas no Comédia MTV

quem nao ouviu - ou disse - algo assim???? (ahhhh...com pobre recebendo bolsa familia não quer mais limpar a sujeira da gente e so quer fazer filho..assim não dá..assim não pode..)

sábado, 13 de novembro de 2010

Quanto Vale a Moral dos Pobres Para a Nossa Justiça

No Rio de Janeiro, vendedora queimada com ferro de passar roupa pelo gerente receberá indenização de R$ 5 mil
Correioweb
12/11/2010 13:18
O Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão de condenar uma empresa ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a uma funcionária que teve a perna queimada pelo gerente com um ferro de passar roupa.
A vendedora declarou que estava cansada de ficar em pé quando resolveu se sentar para descansar, quase no final do expediente. O gerente, que passava roupas no interior da loja, mandou que ela se levantasse e, diante da negativa, encostou o ferro quente na perna da vendedora, causando-lhe queimadura na coxa esquerda.
A funcionária registrou ocorrência policial e o crime foi classificado como tortura. No dia seguinte à agressão, ela deixou o emprego e ajuizou uma ação trabalhista para pedir indenização por danos morais, no valor de 200 vezes do último salário recebido.
A empresa alegou que o incidente não passou de “uma brincadeira descontraída entre colegas de trabalho, cujo resultado incidiu em uma lesão”. A Vara do Trabalho considerou o argumento da empresa descabido e a juíza sentenciante considerou que o gerente “assumiu o risco das consequências” de sua “grave negligência”. A empresa foi condenada a pagar 100 salários mínimos pelos danos morais (cerca de R$ 30 mil à época).
A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, que manteve a condenação, mas diminuiu o valor da indenização para R$ 5 mil. Ao recorrer para o Tribunal Superior do Trabalho, a empresa teve seu pedido negado e a sentença foi mantida.

sábado, 6 de novembro de 2010

Blogosfera em Transe ou Obrigado Mayara Petruso, Por Expor as Entranhas de Sua/Nossa Gente ou Só se Desilude Quem Se Ilude

É quase impossível ignorar certas ondas que surgem nas mídias sociais. São verdadeiras tsunamis de informações e conceitos que só se poderia deixar de tomar conhecimento se você estivesse morto ou enterrado vivo. O foco dessa introdução é a avalanche de torpeza, ignorância e ignomínia manifestada nas eleições presidenciais de outubro 2010.
E o catalisador foi a obra da famigerada (no sentido empregado no conto homônimo de JGR) advogada paulistana Mayara Petruso que, talvez por sua pouca idade e escassa vivencia, acabou expressando publicamente o que muitos de seus conterrâneos pensam mas não dizem:
Que seria um grande beneficio ao estado de São Paulo se cada um de seus nativos buscasse afogar um “nordestito” (ela queria dizer nordestino, mas parece ter muitos problemas com a língua pátria além dos que tem com os habitantes dessa região do país).
Automaticamente relacionei sua façanha com os abundantes desastres de transito, que cada vez matam e mutilam mais em nosso país.
A relação pode nao ser muito evidente e tem a ver com a teoria econômica conhecida por “desenvolvimento induzido”, que, grosso modo, explica a súbita prosperidade de um país a partir, principalmente, de uma intervenção estrangeira, externa, com escassa eu nenhuma evolução educacional, cultural e existencial se seu próprio povo. Isso foi mais ou menos que ocorreu em nosso país em tempos recentes.
A situação do transito sempre me espantou; ver a enorme importância que a mídia dá ao assim chamado “terrorismo” e quase nenhuma à guerra diaria do transito me levou a pesquisar os números. Descobri uma estatística na Revista das Forças Armadas informando que nos últimos 7 (sete) anos em todo o mundo estima-se que atentados terroristas tenham tirado a vida de 39.000 pessoas EM TODO O MUNDO. Todos os anos nossos motoristas-terroristas matam quase 50.000 brasileiros, e mutilam um numero muito maior: são 10 vezes mais letais que todos os terroristas do mundo inteiro. Isso não é pouca coisa.
Penso que seria fazer pouco da inteligência e perspicácia dos outros tentar explicar mais o que quero dizer.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Manu Chao - Welcome to Tijuana

Manu Chao - Welcome to Tijuana

Por paradoxal que pareça trabalhadores sul americanos ainda encontram mais dignidade e respeito como imigrantes ilegais clandestinos nos EUA que como cidadãos em seus paises de origem. E como a travessia na fronteira MEXICO/USA é assunto candente nos dias que correm, o melhor comentario sobre o tema, como acontece com frequencia, é uma musica...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Al Capone, patrono dos ecologistas

As eleições presidenciais de 2010 trouxeram a ecologia para o centro do debate político porque tem uma candidata do ramo. Não importa que o papel dela seja somente o de tirar votos da candidata oficial, numa jogada de desespero das hostes direitistas para evitar o fim precoce do PSDB (ex-PMDB autentico), no caso de uma vitória no primeiro turno – cada vez mais provável – da candidata do governo.
Sempre que ouço falar em “proteção da natureza” tenho um certo mal estar.
O mesmo que me ocorre quando escuto – a classe media “consciente” adora - o tal: “eu amo a natureza”. Como se o falante fosse um ente à parte, não natural. E talvez seja mesmo. Que sei eu?
Mas voltemos ao negócio – é negócio mesmo – da “proteção da natureza”. Essa “proteção” sempre soa como a mesma que a máfia vendia em Chicago nos anos 30 do século passado e o PCC vende na periferia de São Paulo hoje. A natureza não precisa de proteção, só de ser deixada em paz. Até porque, como a turma do velho Alphonse, o “protetor” e a ameaça são os mesmos.
Ecologia é a nova religião sem Deus, dos dias atuais, para aplacar a má consciência de burgueses tolos, fúteis e consumistas. O marxismo meio que já fez esse papel em outros tempos, mas perdeu o charme.