quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Deolinda- Fado Toninho-


esse estranho jeito português de ser...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

No Elevador

Duas funcionarias adultas, colegas de trabalho, falando uma com a outra: a primeira fala de uma terceira que não veio trabalhar devido à morte de seu bisavô, ao que a interlocutora responde, consoladora:
- “mas ele já devia ser bem velhinho não é?” para a primeira replicar:
- “isso não sei, ela nunca comentou”
(mas eu tinha me esquecido que o diálogo nao se encerrou assim..teve uma frase final..) a que disse que: "ele ja devia ser bem velhinho" refletiu melhor e ponderou: "
-"mas ela (a que faltou de serviço pela morte do bisavô) tambem é nova né?" - dando a entender que, por isso, o tal bisavô talvez nem fosse tão velho assim.
Fiquei pensando no modo como as pessoas que assistiam o filmes do Buñuel, quando eram novidades, achavam absurdas as coisas que os personagens dos filmes diziam e faziam, como se nada daquilo fosse possivel, mas mero fruto de uma imaginação delirante.

sábado, 20 de novembro de 2010

Livros, o alimento da alma

Gosto de comprar livros pela internet; são mais baratos, nao precisa andar (sou preguiçoso) e as resenhas, as vezes descabeladas, que acompanham cada livro me divertem muito.
Zapeando na Submarino hoje, selecionei essas duas perolas que reproduzo ipsis literis.
Imagina o trabalho do juiz para decidir quem é o verdadeiro autor de uma obra psicografada? E eles tratam da coisa a sério.
Depois, é universalmente sabido da fixação dos alemães pelos restos alimentares digeridos e excretados pelo corpo, a ponto de, segundo consta, lá no país onde eles moram, os vasos sanitarios possuem o bojo coletor dos dejetos voltado para frente do, digamos, obreiro, para que este possa observar atentamente o aspecto de sua obra, antes de dar descarga. Possivelmente se perguntar um deles porque fazem isso vão dizer que é por questão de saude, para saber se tem alteração nas fezes e coisas assim; mas desconfio que a verdadeira resposta seja um pouco mais complicada e tem a ver com sua trajetória como nação de pessoas singulares e um tanto esquisitonas. Enfim a autora de Zonas Úmidas, Helen Memel, de 18 aninhos, nos conduz um pouco mais a fundo nesse fascinante mundo da materia fecal, em sua obra, com duplo sentido, por favor.
As sinopsis:
A Psicografia Ante os Tribunais
"O autor da presente obra, o advogado Miguel Timponi, relata todo o processo, desde a inicial até a decisão final da justiça, ao reconhecer que, para fins legais, os direitos autorais não podem ser atribuídos a um Espírito desencarnado. Estabelece interessantes comparações entre a obra de Humberto de Campos encarnado e como Espírito, reunindo opiniões de professores, psiquiatras, poetas, cientistas e juristas, que atestam a autenticidade do estilo do escritor póstumo.
O livro trata da ação judicial movida pela viúva e filhos de Humberto de Campos, contra a FEB e Francisco Cândido Xavier, na qual foram pleiteados os direitos autorais sobre a obra psicográfica recebida do Espírito Humberto de Campos. O autor relata todo o processo, desde a inicial até a decisão final da justiça. "

Zonas Úmidas
"Helen Memel tem 18 anos e hábitos no mínimo escatológicos. Usa os aromas vaginais como perfume em gotas atrás das orelhas, cultiva caroços de abacate que gosta de introduzir na vagina e sente imenso prazer em sentar nos vasos sanitários públicos quando estão bem sujos. Ela também nos confessa, sem qualquer sombra de pudor, que tem enorme orgulho de suas hemorróidas com aspecto de couve-flor.
A ação se passa no setor de proctologia de um grande hospital alemão, onde a protagonista e narradora da história se recupera de uma cirurgia no ânus. É quando ela tem a oportunidade de refletir sobre seu corpo - entre uma e outra fantasia sexual com a equipe de enfermeiros que se tornam sua maior companhia no quarto do hospital. A intervenção foi necessária devido a um acidente provocado por ela mesma numa tentativa frustrada de barbear sozinha suas partes íntimas.
Depois do sucesso de vendas na Europa, a personagem criada por Charlotte Roche é considerada por muitos uma heroína feminista ousada, mas o livro chegou a ser inicialmente rejeitado por várias editoras alemãs, que o consideraram pornográfico. Segundo a autora, Zonas Úmidas vai além disso: "Eu quis escrever sobre sexualidade feminina e propositadamente exagerei nos detalhes. Escrevi cenas com a intenção de deixar as pessoas excitadas, com o rosto corado e quente, como quando assistem a uma cena mais explícita de sexo na TV"".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Marcelo Adnet ironiza eleitores elitistas no Comédia MTV

quem nao ouviu - ou disse - algo assim???? (ahhhh...com pobre recebendo bolsa familia não quer mais limpar a sujeira da gente e so quer fazer filho..assim não dá..assim não pode..)

sábado, 13 de novembro de 2010

Quanto Vale a Moral dos Pobres Para a Nossa Justiça

No Rio de Janeiro, vendedora queimada com ferro de passar roupa pelo gerente receberá indenização de R$ 5 mil
Correioweb
12/11/2010 13:18
O Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão de condenar uma empresa ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a uma funcionária que teve a perna queimada pelo gerente com um ferro de passar roupa.
A vendedora declarou que estava cansada de ficar em pé quando resolveu se sentar para descansar, quase no final do expediente. O gerente, que passava roupas no interior da loja, mandou que ela se levantasse e, diante da negativa, encostou o ferro quente na perna da vendedora, causando-lhe queimadura na coxa esquerda.
A funcionária registrou ocorrência policial e o crime foi classificado como tortura. No dia seguinte à agressão, ela deixou o emprego e ajuizou uma ação trabalhista para pedir indenização por danos morais, no valor de 200 vezes do último salário recebido.
A empresa alegou que o incidente não passou de “uma brincadeira descontraída entre colegas de trabalho, cujo resultado incidiu em uma lesão”. A Vara do Trabalho considerou o argumento da empresa descabido e a juíza sentenciante considerou que o gerente “assumiu o risco das consequências” de sua “grave negligência”. A empresa foi condenada a pagar 100 salários mínimos pelos danos morais (cerca de R$ 30 mil à época).
A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, que manteve a condenação, mas diminuiu o valor da indenização para R$ 5 mil. Ao recorrer para o Tribunal Superior do Trabalho, a empresa teve seu pedido negado e a sentença foi mantida.

sábado, 6 de novembro de 2010

Blogosfera em Transe ou Obrigado Mayara Petruso, Por Expor as Entranhas de Sua/Nossa Gente ou Só se Desilude Quem Se Ilude

É quase impossível ignorar certas ondas que surgem nas mídias sociais. São verdadeiras tsunamis de informações e conceitos que só se poderia deixar de tomar conhecimento se você estivesse morto ou enterrado vivo. O foco dessa introdução é a avalanche de torpeza, ignorância e ignomínia manifestada nas eleições presidenciais de outubro 2010.
E o catalisador foi a obra da famigerada (no sentido empregado no conto homônimo de JGR) advogada paulistana Mayara Petruso que, talvez por sua pouca idade e escassa vivencia, acabou expressando publicamente o que muitos de seus conterrâneos pensam mas não dizem:
Que seria um grande beneficio ao estado de São Paulo se cada um de seus nativos buscasse afogar um “nordestito” (ela queria dizer nordestino, mas parece ter muitos problemas com a língua pátria além dos que tem com os habitantes dessa região do país).
Automaticamente relacionei sua façanha com os abundantes desastres de transito, que cada vez matam e mutilam mais em nosso país.
A relação pode nao ser muito evidente e tem a ver com a teoria econômica conhecida por “desenvolvimento induzido”, que, grosso modo, explica a súbita prosperidade de um país a partir, principalmente, de uma intervenção estrangeira, externa, com escassa eu nenhuma evolução educacional, cultural e existencial se seu próprio povo. Isso foi mais ou menos que ocorreu em nosso país em tempos recentes.
A situação do transito sempre me espantou; ver a enorme importância que a mídia dá ao assim chamado “terrorismo” e quase nenhuma à guerra diaria do transito me levou a pesquisar os números. Descobri uma estatística na Revista das Forças Armadas informando que nos últimos 7 (sete) anos em todo o mundo estima-se que atentados terroristas tenham tirado a vida de 39.000 pessoas EM TODO O MUNDO. Todos os anos nossos motoristas-terroristas matam quase 50.000 brasileiros, e mutilam um numero muito maior: são 10 vezes mais letais que todos os terroristas do mundo inteiro. Isso não é pouca coisa.
Penso que seria fazer pouco da inteligência e perspicácia dos outros tentar explicar mais o que quero dizer.